Governo do Distrito Federal
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5/09/17 às 19h40 - Atualizado em 8/11/18 às 16h46

Aumento de RLE é sinal de recuperação da economia

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“Saímos do fundo do poço”, avalia subsecretário
Os números do Registro de Licenciamento Empresarial, RLE, relativos ao primeiro semestre de 2017, foram, no geral, 40% maiores do que os do mesmo período do ano passado (veja quadro abaixo). Em alguns casos, como nos pedidos de licenciamento, que permite que efetivamente uma empresa funcione, o crescimento foi superior a 100%.Indicadores RLE-01
Dentro da Secretaria de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia (SEDICT) há uma análise otimista em relação à recuperação da economia após dois anos muito difíceis. “O ano de 2015 foi de queda violenta na atividade econômica e, quando pensávamos que havíamos atingido o fundo do poço, 2016 foi ainda pior”, lembra o subsecretário de Relação com o Setor Produtivo, Márcio Faria Júnior. Para ele, “já saímos do fundo do poço e, mesmo que seja lenta, a recuperação econômica já começou”.

 

O subsecretário diz que pesquisas de entidades como a Federação do Comércio, FECOMÉRCIO, e o Sindicato do Comércio Varejista, Sindivarejista, indicam essa recuperação que ele garante notar no otimismo dos empresários com quem conversa. “Não é apenas o aumento nos números do RLE. Há um aumento nas vendas que está deixando o empresariado otimista”, garante Márcio, que prevê para 2017 vendas na época de natal melhores do que nos dois anos anteriores. Para ele, o crescimento na abertura e licenciamento de empresas está acontecendo porque a economia voltou a animar o empreendedor.

 

Na opinião do subsecretário, há três motivos para a recuperação da economia. O primeiro, e principal deles, foi a liberação do dinheiro que estava em contas inativas do FGTS. “O Governo Federal aqueceu a economia, jogando dinheiro no mercado”, explica. O valor liberado, segundo a Caixa, foi de pelo menos R$ 43 bilhões. O segundo fator, na opinião de Márcio Faria Júnior, é a dificuldade de o brasileiro viajar para o exterior por causa dos preços. “O sujeito não está conseguindo ir para lugares de consumo, como Estados Unidos, fazer compras, então acaba comprando por aqui mesmo”, ressalta Márcio. O terceiro, finalmente, diz respeito a Brasília em particular. “A logística aeroportuária da cidade, com muitos pousos e decolagens, faz com que muita gente passe até dois dias aqui, e aí essas pessoas acabam comprando”, acredita o responsável na SEDICT pelas relações com o empresariado.

 

Não é só a recuperação da economia que elevou os números do RLE em 2017. A própria facilidade que o sistema proporciona ao empreendedor na hora de regularizar a empresa tem uma grande parcela de responsabilidade. Até 2015, quando o Registro foi lançado, levava-se até 120 dias para formalizar uma empresa, o que atualmente, dependendo do caso, pode levar apenas meia hora. “Tanto é verdade que o número de empresas dando baixa também cresceu, porque antes era tanta burocracia para fechar uma empresa, que a pessoa preferia deixar pra lá”, lembra Márcio, acrescentando que o empreendedor não conseguia dar baixa na empresa se não quitasse todos os débitos com a Fazenda. Pelo sistema atual, a baixa pode ser dada e as dívidas serão negociadas com o CPF do proprietário.

 

A expectativa de Márcio Faria é de que os números do RLE aumentem ainda mais até dezembro, tudo porque em outubro deverá mesmo entrar em operação o novo módulo digital do Registro. Com o novo módulo, a expectativa é de que abrir, regularizar ou dar baixa em empresas fique ainda mais rápido.